A casa está vazia,
os que lá viviam emigraram.
Os móveis foram vendidos,
as roupas levadas em malas
e o resto deitado fora.
Agora não se ouve a palavra fome.
E está para chegar uma nova família:
duas crianças, mãe e pai.
Mas ele, que é bancário,
ainda não sabe que a agência onde trabalha vai fechar
e que dentro de um mês será despedido.
Do livro "Poemas para a hora de Ponta", ed. Cordel de Prata, Lisboa, 2019
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Autor:
Joaquim Saial (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 07:39
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18
- Em coleções: Social.

Offline)
Comentários2
Gostei do poema!
Obrigado pela preferência.
Versos maravilhosos que demonstram a solidão de uma casa vazia, o desfazimentos de um lar, em consequência dos reveses que a vida , muitas vezes, nos impõe!
Um tema triste, mas real e ditado com muita maestria.
Parabéns, poeta!
Um abraço.
Muito obrigado pela sua simpática e acertada crítica a este poema.
Os meus cumprimentos.
JS
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