Maximiliano Skol

LÁGRIMAS

 Sinto, abortadas, lágrimas agora

Que no poente o sol se faz tristonho,

E na alma outros erros de outrora

Refletem-se em remorsos onde ponho

 

Minha censura sutógena afora.

E nesta triste tarde eu me envergonho...

Minh' alma penitente, hoje, chora

A perda de um futuro mais risonho.

 

E as lágrimas recolhem-se dos

 olhos...

Um aperto das órbitas retém

Sentimentos de angústia nos refolhos

 

De uma alma tristonha a padecer

Com este sol poente e com o desdém

Por não tentar agir o bem viver.

 

Comentários2

  • Meno Maia Jr.

    Subjetividade, musicalidade, aliás rimas belíssimas. Parabéns pelo bom goste estético, mas, principalmente, pela mensagem poética! um abraço caro Poeta.

    • Maximiliano Skol

      Muito obrigado, professor.
      Um abraço.

    • Edla Marinho

      Valeu a pena essa insônia... Assim pude vir aqui pra ler tua poesia.

      • Maximiliano Skol

        Bendita insônia, Edla.
        Vejo que está evoluindo nos sonetos como você desejava.
        Um bom dia.



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