Corta.
Chega antes do pensamento.
Não avisa que dói.
Interfere.
Vira ferramenta.
Golpeia a mente.
Espalha consciência.
Capta do campo
apenas a frequência —
o resto falha.
Distorce.
Desvia-me
da borda.
Alguns
chamam de mundo.
Outros, de si mesmos.
Eu chamo de excesso:
pulso sem fonte
que confunde voz e eco,
apaga a escolha
e molda o gesto.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 19 de março de 2026 10:49
- Comentário do autor sobre o poema: Ahhhh o ruído, uma força que vem derrubando a lógica e se impondo com absoluto sobre o real, mostra o que não que ser mostrado e o poema poderia continuar, existe muito mais para ser dito sobre essa grandeza tão fugaz diante de todos nós. Nomeá-lo me faz reconhecer sua força e quem sabe, um possível caminho para a liberdade.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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