Corta.
Chega antes do pensamento.
Não avisa que dói.
Interfere.
Vira ferramenta.
Golpeia a mente.
Espalha consciência.
Capta do campo
apenas a frequência —
o resto falha.
Distorce.
Desvia-me
da borda.
Alguns
chamam de mundo.
Outros, de si mesmos.
Eu chamo de excesso:
pulso sem fonte
que confunde voz e eco,
apaga a escolha
e molda o gesto.