Consegue se segurar?

Francisco Queiroz

Quando começou a dança?

Será que ainda dormíamos em árvores?

Tinha batida ou só movimento?

 

Desde que começamos a desenhar,

o balanço já era rabiscado.

Era, e é, uma forma de se expressar.

 

Dizem os românticos:

lua e terra fazem par,

pássaros a encantar,

Dança sol e dançam folhas...

 

Enfim, cada ciclo um passo.

Tudo dança, já que tudo vibra...

E nessa vida, para fugir do ritmo,

Há de fazer força para não acompanhar.

 

E me diz, junto ou sozinho?

Com som nas alturas?

Ou de rosto coladinho?

Para flertar ou se soltar?

 

Rápido, desengonçado;

Calmo, ritmado.

Isso importa?

 

Pobre vida que não dança,

seja porque desaprendeu

ou mesmo por vergonha.

 

Todos têm direito!

Pelo menos uma, memorável.

Como no começo:

se ainda tiver vida, dance!

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 10 de junho de 2026 12:24
  • Comentário do autor sobre o poema: Se tem vida aí dentro, é sinal que há algo dançando...
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Em coleções: Silêncios.


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