A Companhia Mais Quieta da Vida

Quemuel Almeida

       Quando o mundo desperta menos do que se imagina,

nasce uma solidão fina,

e logo vira companheira de dança pra toda a vida.

 

Ela caminha ao lado, discreta,

não pesa, não exige — apenas existe.

E no silêncio que ela me guarda,

consigo ouvir aquilo que a pressa cala.

 

Porque a solidão, às vezes,

é o espaço onde o coração respira,

o intervalo onde o pensamento floresce,

o abrigo onde guardamos quem somos.

 

E assim seguimos,

dividindo passos com o que sentimos,

descobrindo que há beleza

até na companhia mais quieta da vida.

  • Autor: Quemuel Almeida (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de março de 2026 22:48
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 8
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poeta! Boa noite! O início sugere que o mundo entrega menos estímulo do que o esperado. Em vez de frustração, surge uma aceitação. A solidão vira companheira de dança, sugerindo ritmo e harmonia, não peso. O trecho: consigo ouvir aquilo que a pressa cala é o ponto alto. O autor posiciona a solidão como uma ferramenta auditiva: sem o ruído externo, a voz interna finalmente ganha volume. O poema define a solidão como um espaço de respiração. É a ideia de que, para sermos quem somos, precisamos de um território onde ninguém mais interfira — o intervalo necessário para o pensamento florescer. O tom é discreto e leve (não pesa, não exige). É uma visão quase estoica, onde a felicidade não depende do barulho do mundo, mas da qualidade da própria companhia. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.