Quando o mundo desperta menos do que se imagina,
nasce uma solidão fina,
e logo vira companheira de dança pra toda a vida.
Ela caminha ao lado, discreta,
não pesa, não exige — apenas existe.
E no silêncio que ela me guarda,
consigo ouvir aquilo que a pressa cala.
Porque a solidão, às vezes,
é o espaço onde o coração respira,
o intervalo onde o pensamento floresce,
o abrigo onde guardamos quem somos.
E assim seguimos,
dividindo passos com o que sentimos,
descobrindo que há beleza
até na companhia mais quieta da vida.