Uma varanda,
uma vila,
um corredor comprido.
Da janela,
um quintal aberto ao mundo.
Chuva de verão caindo morna,
cheiro de café vindo da cozinha,
o leite crescendo no fogão.
Brinquedos esquecidos pelo chão.
Pai — porto seguro.
Avó — doçura de colo.
Madrinha — mãos cheias de agrados.
Padrinho — passos lentos pelas tardes.
Hoje,
quando a chuva retorna
e o café invade o ar,
fica apenas
a infância
roçando leve
as asas da lembrança.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 16 de março de 2026 15:26
- Categoria: Família
- Visualizações: 17

Offline)
Comentários1
Ah poeta seu poema falou tanto comigo, doces lembranças me trouxe de meu pai que também foi carinho, foi porto seguro.Amei ler você, obrigada por me fazer retroceder no tempo. Parabéns, belíssimos e tocantes versos!
Abraço,
ania
Ah, poeta... acredito que a poesia só se completa quando encontra alguém sensível o bastante para senti-la com a alma. Obrigado por ler com o coração aberto e por dividir comigo uma lembrança tão preciosa. Seu abraço chegou aqui envolto em ternura — dessas que atravessam o tempo e silenciam o mundo por um instante. Talvez seja esse o verdadeiro destino dos versos: despertar aquilo que julgávamos adormecido. Receba o meu abraço também, com carinho, gratidão e afeto. Abraços poéticos!
Gosto de poemas que falam comigo e os seus o fazem, são líricos e sensíveis, tocam e calam fundo na alma. Obrigada por compartilhar seu talento e obrigada pelo carinho com que me acolheu, emocionada me sinto.
Um abraço,
ania
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