Uma varanda,
uma vila,
um corredor comprido.
Da janela,
um quintal aberto ao mundo.
Chuva de verão caindo morna,
cheiro de café vindo da cozinha,
o leite crescendo no fogão.
Brinquedos esquecidos pelo chão.
Pai — porto seguro.
Avó — doçura de colo.
Madrinha — mãos cheias de agrados.
Padrinho — passos lentos pelas tardes.
Hoje,
quando a chuva retorna
e o café invade o ar,
fica apenas
a infância
roçando leve
as asas da lembrança.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 16 de março de 2026 15:26
- Categoria: Família
- Visualizações: 5

Offline)
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