É preciso, tenho que habitar o mundo.
Me trancaram no quarto aos fundos.
De lá vejo a luz de um sol multicolorido,
Me trancaram no quarto aos fundos.
De lá vejo a luz de um sol multicolorido,
e todos os dias são esticados, doloridos...
Do vitral o mundo é disforme:
há corvos, carros, nada é uniforme.
Sair? Difícil! Paredes me mantêm.
A liberdade vem sempre com um porém...
há corvos, carros, nada é uniforme.
Sair? Difícil! Paredes me mantêm.
A liberdade vem sempre com um porém...
É preciso, tenho que habitar o mundo.
Mas, pensando bem:
Mas, pensando bem:
Estou nu! Todos estão.
A fantasia são os panos!
Deuses! Quantos danos...
A fantasia são os panos!
Deuses! Quantos danos...
O mundo quer os fantasiados.
Então, nu, jamais poderei habitá-lo...
Devo me vestir, onde estão os trapos?
Então, nu, jamais poderei habitá-lo...
Devo me vestir, onde estão os trapos?
A realidade é buraco profundo,
e eu, e eu, e eu, sou o eco aos fundos...
Espreitando a luz pelas frestas do mundo.
e eu, e eu, e eu, sou o eco aos fundos...
Espreitando a luz pelas frestas do mundo.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de março de 2026 09:52
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2

Offline)
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