1 de janeiro- 1 de dezembro

Julia Clone

Todos os dias, me entendo como galhos

que, puros ao sol, acolhem o ouvir

Despencam as sombras que espiam em disfarce 

mas recolhem o sufoco, enganosas ao tato

 

Queria a mim, despistar do som zunido

qual me aquece viva, degluto o sórdido

Sei que arrisco o apetite já seco

do desejo que estraga a posse do corpo

Mas ardo a cintilância que cega recato

e me desfaço na luz dos fantasmas meus 

 

Mesmo assim, só me esqueço das folhas maduras em dezembro

  • Autor: Júlia Clone (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 15 de março de 2026 13:59
  • Comentário do autor sobre o poema: as folhas só param de cair em dezembro
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: sou eu, a ti.


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