Todos os dias, me entendo como galhos
que, puros ao sol, acolhem o ouvir
Despencam as sombras que espiam em disfarce
mas recolhem o sufoco, enganosas ao tato
Queria a mim, despistar do som zunido
qual me aquece viva, degluto o sórdido
Sei que arrisco o apetite já seco
do desejo que estraga a posse do corpo
Mas ardo a cintilância que cega recato
e me desfaço na luz dos fantasmas meus
Mesmo assim, só me esqueço das folhas maduras em dezembro
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Autor:
Júlia Clone (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de março de 2026 13:59
- Comentário do autor sobre o poema: as folhas só param de cair em dezembro
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Em coleções: sou eu, a ti.

Offline)
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