Todos os dias, me entendo como galhos
que, puros ao sol, acolhem o ouvir
Despencam as sombras que espiam em disfarce
mas recolhem o sufoco, enganosas ao tato
Queria a mim, despistar do som zunido
qual me aquece viva, degluto o sórdido
Sei que arrisco o apetite já seco
do desejo que estraga a posse do corpo
Mas ardo a cintilância que cega recato
e me desfaço na luz dos fantasmas meus
Mesmo assim, só me esqueço das folhas maduras em dezembro