Jeito de menina

Isabela Fenix

Ele se perde no meu jeito de menina,

No riso frouxo que, diz ele que o fascina.

 

Sou seu ponto fraco

O jogo do espelho

Onde o infantil vira o seu desejo.

 

Raramente sinto fome, é verdade.

Mas quando sinto, é pura voracidade.

 

Lambendo os lábios

Humm...

Um apetite absoluto

Sem pudor ou medo

Não guardo da minha vontade nenhum segredo.

 

Ele conhece bem a minha mão

O doce vai e vem

 

Invasiva e persuasiva na busca pelo pão.

 

Seu pão e os ovos

Copo de leite, me sirva.

Não me entendie

 

Sou o drama em pessoa

Quero tudo

Sem limites

 

O faço revirar os olhos

 

E o drama está presente 

 

O tédio que em tudo ecoa.

 

Canso do mundo

Canso dele

A rotina é um deserto que passeio.

 

Só em Deus encontro o meu chão.

O único firmamento em meio à negação.

 

Não me apego, pois sei que o vão consome.

 

E a perda tem um peso que me some.

Não me envolvo para não ter que chorar.

Não me emociono para não me quebrar.

 

Sou sensível, sim, mas é segredo meu.

Um jardim fechado onde ninguém colheu.

 

Toda essa entrega, todo esse sentir,

É só pra mim — e a mim somente pertence o existir.

  • Autor: Fenix (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de março de 2026 20:11
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 7


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.