Memória de um Beijo
Lança o tempo ao esquivo,
beijo que não volta mais;
fica o gosto fugitivo
na dobra dos anos, quais.
Guardo o toque que ardeu,
sombra de lábios no ar;
o que a pele não esqueceu,
— rastro que o vento irá usar.
Não sei se foi sonho ou véu,
se a boca ousou tocar;
reste o eco, o gosto meu,
— beijo que não há mais achar.
Memória é lenço de seda,
onde o tempo enxuga a dor;
guarda o cheiro, a forma queda,
— beijo morto, amor.
No silêncio, o que sobra
é o sopro que não sai;
a marca oculta na dobra,
— memória que dói, jamais.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de março de 2026 11:24
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5

Offline)
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