O amor arde em mim, intenso e desordenado, e, mesmo assim, me ilumina.
Entre noites que não descansam e dias que se precipitam, aprendo que sentir assim é existir plenamente.
Há bondade, mesmo na confusão, gestos pequenos que seguram o coração quando tudo treme.
E, mesmo quando a loucura bate à porta, percebo: ela me ensina, me molda, me faz lembrar que viver é permitir o caos e, ainda assim, seguir.
Meu coração cresce, se reorganiza e permanece aberto — pronto para sentir, pronto para um amor que vive em mim além da eternidade.

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Comentários1
Seu poema tem uma intensidade muito bonita. Logo no início, quando você diz **“O amor arde em mim, intenso e desordenado, e mesmo assim me ilumina”**, já mostra que o amor pode ser ao mesmo tempo caos e luz. Isso dá ao verso uma profundidade que prende quem lê.
A forma como você fala das **noites inquietas e dos dias apressados** revela uma alma que sente profundamente, mas que ainda encontra beleza em simplesmente existir. E quando menciona **os pequenos gestos que seguram o coração quando tudo treme**, o poema ganha uma delicadeza muito tocante.
O final, com **um coração que cresce, se reorganiza e permanece aberto**, é talvez a parte mais bonita , porque mostra coragem. Mesmo depois de todo o caos das emoções, ainda existe espaço para amar além do tempo.
É um poema sensível, intenso e cheio de verdade.
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