Eternidade

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O amor arde em mim, intenso e desordenado, e, mesmo assim, me ilumina.

Entre noites que não descansam e dias que se precipitam, aprendo que sentir assim é existir plenamente.

Há bondade, mesmo na confusão, gestos pequenos que seguram o coração quando tudo treme.

E, mesmo quando a loucura bate à porta, percebo: ela me ensina, me molda, me faz lembrar que viver é permitir o caos e, ainda assim, seguir.

Meu coração cresce, se reorganiza e permanece aberto — pronto para sentir, pronto para um amor que vive em mim além da eternidade.

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Comentários3

  • Lírios na Tempestade

    Seu poema tem uma intensidade muito bonita. Logo no início, quando você diz **“O amor arde em mim, intenso e desordenado, e mesmo assim me ilumina”**, já mostra que o amor pode ser ao mesmo tempo caos e luz. Isso dá ao verso uma profundidade que prende quem lê.

    A forma como você fala das **noites inquietas e dos dias apressados** revela uma alma que sente profundamente, mas que ainda encontra beleza em simplesmente existir. E quando menciona **os pequenos gestos que seguram o coração quando tudo treme**, o poema ganha uma delicadeza muito tocante.

    O final, com **um coração que cresce, se reorganiza e permanece aberto**, é talvez a parte mais bonita , porque mostra coragem. Mesmo depois de todo o caos das emoções, ainda existe espaço para amar além do tempo.

    É um poema sensível, intenso e cheio de verdade.

    • [email protected]

      Mais uma bela reflexão sobre meus escritos! Todas são belas!
      Gratidão!

    • Sinvaldo de Souza Gino

      Uau! Top das Galáxias esse poema! Pareceu muito com as musas! Amazonas!!! Parabéns!!! Totalmente espiritualista!

      • [email protected]

        Gratidão pelo elogio!
        ...e sou espiritualista assim como alguns escritos revelam!

      • Rogério

        Faz tempo que a tua voz
        não atravessa meus dias.
        O silêncio ficou no lugar
        das nossas antigas companhias.

        Sinto falta das conversas longas,
        dos risos sem hora pra acabar,
        das palavras que chegavam leves
        como quem vinha só pra ficar.

        Às vezes penso se também lembras
        dos momentos que a gente guardou.
        Porque certas amizades verdadeiras
        o tempo nunca apagou.

        A distância fez morada no tempo,
        mas não levou o que existiu.
        A saudade continua aqui, quieta,
        lembrando tudo o que a gente construiu.

        E mesmo que o silêncio hoje exista,
        em algum canto do coração
        a amizade ainda espera o dia
        em que volte a virar conversa
        e encontre novamente sua direção



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