(Lucien Vieira)
Aprendi...
A vivência, enfim, está aí, à porta — nasceu.
Nestes tantos ires e vires, em que se deu,
quantas e quantas vezes fui e revivi?
Sou resquício, portanto, de outros e outros que morri.
Sexagésimo segundo ciclo de maduros exercícios:
o tempo é, além de tudo isso, arte —
Autor, diretor, ator.
Graças às flores, às ansiedades, aos desamores, aos vícios
(gratificantes combinações de deslumbres e dores),
os pseudodesânimos da mente — em hipótese, doente —
machucam mais levemente,
contrastando com os fardos de antigamente.
O silêncio tornou-se um sábio discurso inteligente,
assim como também um revide articulado — paciente.
Aprender, aprender sempre, sem parar, faz viver — é devir.
Ser ou não ser significa tudo, ou meramente nada;
é uma questão única, subjetiva,
é tão-somente um fruto do compreender.
Esse é, se desejo for, o compasso natural das muitas caminhadas.
Logo, quando eu for sem vir,
de lá acenarei resignado, feliz;
saberei sorrir.
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 11 de março de 2026 05:04
- Comentário do autor sobre o poema: A temporalidade como instância formadora do sujeito — o tempo entendido como agente pedagógico que lapida, reconfigura e amadurece a consciência.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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