Entrei no território
com o corpo calmo
e a mente em lâmina.
Primeiro impacto:
meu pé some por um segundo,
o chão muda de lugar,
o mundo respira por mim.
Depois, o estalo —
o nariz sangra,
a mão bate
sem que eu sinta o toque.
Só o corte,
a presença dura,
o aviso mudo.
No fim sorrio.
O sorriso incomoda.
Exige postura,
exige que eu me alinhe
ao peso que se impõe
como se o próprio ar
tivesse hierarquia.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 10 de março de 2026 08:18
- Comentário do autor sobre o poema: Descrição poética de três confrontos específicos, situação real. Fala sobre entrar em um lugar onde não há máscaras: só impacto, presença e aprendizado. É ali, diante do peso real das coisas, na realidade, que descubro quem sou.
- Categoria: Conto
- Visualizações: 3

Offline)
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