Entrei no território
com o corpo calmo
e a mente em lâmina.
Primeiro impacto:
meu pé some por um segundo,
o chão muda de lugar,
o mundo respira por mim.
Depois, o estalo —
o nariz sangra,
a mão bate
sem que eu sinta o toque.
Só o corte,
a presença dura,
o aviso mudo.
No fim sorrio.
O sorriso incomoda.
Exige postura,
exige que eu me alinhe
ao peso que se impõe
como se o próprio ar
tivesse hierarquia.