É difícil fechar a porta
de um lugar que me viu florir.
Sinto como se deixasse algo de mim
levado pelo tempo.
O relógio não perdoa a intensidade,
e este instante, enquanto o escrevo,
já virou ontem.
Dói saber que o agora é fumaça,
mas há uma paz silenciosa
em aceitar que certas belezas
só existem porque são finitas.
É um adeus que não apaga rastros:
quem muito viveu
sempre terá um lar
em alguma lembrança.
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Autor:
Ana Lins (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 20:50
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
Verdade... o agora já passou... é por isso que temos de o viver com a máxima intensidade.
Belo poema.
Agradeço .
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