É difícil fechar a porta
de um lugar que me viu florir.
Sinto como se deixasse algo de mim
levado pelo tempo.
O relógio não perdoa a intensidade,
e este instante, enquanto o escrevo,
já virou ontem.
Dói saber que o agora é fumaça,
mas há uma paz silenciosa
em aceitar que certas belezas
só existem porque são finitas.
É um adeus que não apaga rastros:
quem muito viveu
sempre terá um lar
em alguma lembrança.
-
Autor:
Ana Lins (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 20:50
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 36
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
- Em coleções: Ainda sinto.

Offline)
Comentários2
Verdade... o agora já passou... é por isso que temos de o viver com a máxima intensidade.
Belo poema.
Agradeço .
Tão tênue, a tua poesia!
Abraços
Que bom que a poesia chegou com leveza até você. Abraços.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.