(Lucien Vieira)
Hoje, me procurei ontem.
Mas li tão-só uma memória,
um registro, senão uma história.
O tempo é — portanto eu,
outro em cada ocasião,
não se detém.
Hoje eu sou um,
de ontem, nenhum.
Em mim, pois não há algum
que não seja neste instante!
Sou um começo e um fim —
constantes.
Surgi um aqui, agora.
Logo a seguir, morri —
Não há demora.
Serei eu um mero croqui?
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 05:47
- Comentário do autor sobre o poema: "... um poema breve de reflexão ontológica, que apresenta o sujeito como um esboço transitório produzido pelo tempo, estruturado por paradoxos temporais..."
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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