(Lucien Vieira)
Hoje, me procurei ontem.
Mas li tão-só uma memória,
um registro, senão uma história.
O tempo é — portanto eu,
outro em cada ocasião,
não se detém.
Hoje eu sou um,
de ontem, nenhum.
Em mim, pois não há algum
que não seja neste instante!
Sou um começo e um fim —
constantes.
Surgi um aqui, agora.
Logo a seguir, morri —
Não há demora.
Serei eu um mero croqui?