O amor, assim como a própria vida, parece nascer de uma estranha mistura de dor e beleza. É como se o coração humano fosse um jardim onde as flores mais belas brotam do solo mais sofrido. Há dias em que o amor pesa como o céu antes da tempestade, e há outros em que ele se torna um raio de sol tímido, que surge apenas para lembrar que a esperança ainda respira.
Minhas poesias não são apenas palavras; são cicatrizes transformadas em versos. Cada linha carrega um pedaço de lembrança, cada metáfora guarda um suspiro de um amor que um dia quis permanecer. Porque amar de verdade é aceitar que o coração também pode adoecer quando a presença que o curava decide partir.
E então surge o questionamento que ecoa no silêncio da alma: ó grandioso Deus, criador de tudo que existe, para onde deve caminhar um coração cansado de esperar? Onde repousa a dor de alguém que só desejava um simples gesto de amor verdadeiro?
Talvez o destino desse coração seja continuar escrevendo. Talvez as lágrimas que caem nesse jardim invisível sejam a água que fará nascer uma rosa. Mas não qualquer rosa: uma rosa com espinhos.
E por que espinhos?
Porque o amor, apesar de sua beleza, precisa aprender a se proteger das ilusões que o mundo oferece. Ainda assim, há uma ironia profunda nisso: o próprio amor vive também de ilusões. Sem elas, talvez não existiriam as canções que embalam noites solitárias, nem os poemas que dão voz ao que o peito não consegue explicar.
Se as flores pudessem falar, talvez contassem o quanto eu te amei. Contariam sobre as batalhas silenciosas que lutei para impedir que esse amor desaparecesse no tempo. Mas as flores permanecem mudas, e o que resta são versos espalhados como pétalas ao vento.
E então volto à filosofia, essa companheira dos corações inquietos. Ela me ensina que viver é questionar, e amar é aceitar que nem todas as respostas virão.
Será que o coração suporta a dor do amor?
Será que existe outro amor esperando em algum caminho ainda não percorrido?
Talvez a vida seja exatamente isso: um diálogo eterno entre a razão que pergunta e o coração que insiste em sentir.
A filosofia vive de perguntas.
A poesia vive de ilusões.
E o amor… vive de ambos.
Willianni Jhennifer
-
Autor:
Willianni Santos (
Offline) - Publicado: 8 de março de 2026 15:17
- Comentário do autor sobre o poema: De um amor que partiu...
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
Poema que convida a uma reflexão sobre a vida!
Gosto muito.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.