Willianni Santos

A Filosofia De Um Amor Perdido

O amor, assim como a própria vida, parece nascer de uma estranha mistura de dor e beleza. É como se o coração humano fosse um jardim onde as flores mais belas brotam do solo mais sofrido. Há dias em que o amor pesa como o céu antes da tempestade, e há outros em que ele se torna um raio de sol tímido, que surge apenas para lembrar que a esperança ainda respira.

Minhas poesias não são apenas palavras; são cicatrizes transformadas em versos. Cada linha carrega um pedaço de lembrança, cada metáfora guarda um suspiro de um amor que um dia quis permanecer. Porque amar de verdade é aceitar que o coração também pode adoecer quando a presença que o curava decide partir.

E então surge o questionamento que ecoa no silêncio da alma: ó grandioso Deus, criador de tudo que existe, para onde deve caminhar um coração cansado de esperar? Onde repousa a dor de alguém que só desejava um simples gesto de amor verdadeiro?

Talvez o destino desse coração seja continuar escrevendo. Talvez as lágrimas que caem nesse jardim invisível sejam a água que fará nascer uma rosa. Mas não qualquer rosa: uma rosa com espinhos.

E por que espinhos?

Porque o amor, apesar de sua beleza, precisa aprender a se proteger das ilusões que o mundo oferece. Ainda assim, há uma ironia profunda nisso: o próprio amor vive também de ilusões. Sem elas, talvez não existiriam as canções que embalam noites solitárias, nem os poemas que dão voz ao que o peito não consegue explicar.

Se as flores pudessem falar, talvez contassem o quanto eu te amei. Contariam sobre as batalhas silenciosas que lutei para impedir que esse amor desaparecesse no tempo. Mas as flores permanecem mudas, e o que resta são versos espalhados como pétalas ao vento.

E então volto à filosofia, essa companheira dos corações inquietos. Ela me ensina que viver é questionar, e amar é aceitar que nem todas as respostas virão.

Será que o coração suporta a dor do amor?

Será que existe outro amor esperando em algum caminho ainda não percorrido?

Talvez a vida seja exatamente isso: um diálogo eterno entre a razão que pergunta e o coração que insiste em sentir.

A filosofia vive de perguntas.

A poesia vive de ilusões.

E o amor… vive de ambos.


Willianni Jhennifer