É crônico —
não a dor,
o movimento
do real.
Não se cura o mar,
aprende-se a nadar
quando ele decide subir.
Adequo o jogo
para que a peça não pare.
A dor vem,
vai,
volta.
Haverá dias de dança,
soltos,
descalços no próprio piso.
E dias de pedra,
onde o corpo cede
e o passo não sai do lugar.
Cabe aceitar,
adaptar não é ceder —
é seguir sem sorrir,
sem chorar,
ou talvez os dois
na mesma face.
Limite
não é muro,
é margem
que a gente
aprende a atravessar.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 8 de março de 2026 01:16
- Comentário do autor sobre o poema: É meu piriforme esquerdo pressionando o nervo ciático. Realidade.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 9

Offline)
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