É crônico —
não a dor,
o movimento
do real.
Não se cura o mar,
aprende-se a nadar
quando ele decide subir.
Adequo o jogo
para que a peça não pare.
A dor vem,
vai,
volta.
Haverá dias de dança,
soltos,
descalços no próprio piso.
E dias de pedra,
onde o corpo cede
e o passo não sai do lugar.
Cabe aceitar,
adaptar não é ceder —
é seguir sem sorrir,
sem chorar,
ou talvez os dois
na mesma face.
Limite
não é muro,
é margem
que a gente
aprende a atravessar.