Quantas histórias nesses olhares,
por vezes perdidos sob um banco,
à espera da gente de branco
que traga remédio
ou apenas um afago.
Um filho distante,
um neto esquecido
das fraldas que um dia
vocês trocaram.
Um choro guardado no peito
que conhece o segredo
de noites perdidas
— ou encontradas no amor —
de quem cuida sem imaginar
que um dia também
precisará ser cuidado.
E então chega
essa tristeza silenciosa
de ser deixado.
Chora-se em silêncio
entre braços que amparam,
na esperança teimosa
de um reencontro.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 5 de março de 2026 14:33
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 12

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