Performer

Noétrico

Escondido
entre folhas que já foram árvore,
um silêncio perturbador
sob luzes frenéticas.

Perdido —
caminhos à frente,
nenhuma saída que se sustente.

Tudo longe.
Cabeça erguida.
Água no pescoço.
O ar aprende a mentir.
O corpo acredita.

Difuso.
Dissidente.
Exposto.

E ali,
imóvel,
paga e aplaude-se,
com as mesmas mãos.
O papel não cai —
gruda na pele.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de março de 2026 10:03
  • Comentário do autor sobre o poema: Para mim, este poema demonstra a luta entre identidade e máscara, o verdadeiro o que é mostrado: o performer é ao mesmo tempo vítima e cúmplice, escondido e exposto, preso a um papel que não consegue soltar. É um retrato da condição humana, sufocada pelo olhar externo e sustentada pelas próprias mãos.
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.