Escondido
entre folhas que já foram árvore,
um silêncio perturbador
sob luzes frenéticas.
Perdido —
caminhos à frente,
nenhuma saída que se sustente.
Tudo longe.
Cabeça erguida.
Água no pescoço.
O ar aprende a mentir.
O corpo acredita.
Difuso.
Dissidente.
Exposto.
E ali,
imóvel,
paga e aplaude-se,
com as mesmas mãos.
O papel não cai —
gruda na pele.