De repente me bateu uma vontade do teu abraço.
Não um abraço qualquer — aquele em que o tempo pára,
como se o universo inteiro coubesse num só gesto.
Apertado, sincero, amigo.
Um abraço que fala tantas coisas sem dizer uma única palavra.
Não sei quantas palavras cabem num abraço.
Só sei que foi de repente: a saudade chegou sem avisar,
trouxe dois sorrisos, o aconchego, o carinho de um momento especial.
Olho pela janela e a lua brilha lá no céu,
vejo seu reflexo dançando no mar —
e parece que as ondas agasalham a lua,
como quem embala um segredo.
Que estranho…
de repente, essa saudade.
Essa vontade do teu abraço.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 3 de março de 2026 08:41
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 14

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta! Este poema é uma belíssima celebração da saudade súbita, aquela que não pede licença e transforma o vazio em presença através da memória. A Linguagem do Silêncio: O abraço que fala sem dizer uma única palavra define a conexão profunda. O autor sugere que o toque físico é uma forma superior de comunicação, capaz de pausar o tempo e conter o universo. A Natureza como Espelho: A imagem da lua refletida no mar, com as ondas agasalhando o reflexo, é uma metáfora poderosa para o abraço desejado. A natureza imita o gesto humano, trazendo uma aura de mistério e segredo (como quem embala um segredo). Contraste de Sensações: O poema transita entre a melancolia da ausência e o calor da lembrança (aconchego, carinho, sorrisos). A saudade aqui não é pesada, mas sim uma visita que traz luz, assim como a lua na janela. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético!
Gratidão, poeta! Sempre lindas palavras... Abraços poéticos! Uma noite de luz e paz!
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