De repente me bateu uma vontade do teu abraço.
Não um abraço qualquer — aquele em que o tempo pára,
como se o universo inteiro coubesse num só gesto.
Apertado, sincero, amigo.
Um abraço que fala tantas coisas sem dizer uma única palavra.
Não sei quantas palavras cabem num abraço.
Só sei que foi de repente: a saudade chegou sem avisar,
trouxe dois sorrisos, o aconchego, o carinho de um momento especial.
Olho pela janela e a lua brilha lá no céu,
vejo seu reflexo dançando no mar —
e parece que as ondas agasalham a lua,
como quem embala um segredo.
Que estranho…
de repente, essa saudade.
Essa vontade do teu abraço.