Há névoa nos olhos, um véu na visão,
Quando a alma se entrega à pura ilusão.
Figuras se erguem, perfeitas e belas,
Desenhadas no espelho dos nossos anseios.
Quando a alma se entrega à pura ilusão.
Figuras se erguem, perfeitas e belas,
Desenhadas no espelho dos nossos anseios.
A fé que se doa, o voto sincero,
Constrói castelos num mundo etéreo.
Mas o tempo, que tudo revela e desfaz,
Começa a mover a cortina da paz.
Constrói castelos num mundo etéreo.
Mas o tempo, que tudo revela e desfaz,
Começa a mover a cortina da paz.
Então, lentamente, a máscara cai,
O brilho se apaga, a verdade sobressai.
A imagem que amamos desvenda um porvir,
Nem sempre tão puro, nem sempre a sorrir.
O brilho se apaga, a verdade sobressai.
A imagem que amamos desvenda um porvir,
Nem sempre tão puro, nem sempre a sorrir.
A dor da surpresa, o amargo sabor,
De um "fui usado" que causa pavor.
O peito se aperta, a lágrima rola,
Mas a força interna, em nós, se consola.
De um "fui usado" que causa pavor.
O peito se aperta, a lágrima rola,
Mas a força interna, em nós, se consola.
Não cabe a tristeza que cega o olhar,
Nem o papel da vítima a se lamentar.
É hora de aprimorar o que se quer ver,
Separar o joio, aprender a crer.
Nem o papel da vítima a se lamentar.
É hora de aprimorar o que se quer ver,
Separar o joio, aprender a crer.
Acreditar no que a essência mostrar,
No grão verdadeiro que o vento não leva.
Para além da fumaça, da sombra e do ar,
Um novo caminho a consciência eleva.
No grão verdadeiro que o vento não leva.
Para além da fumaça, da sombra e do ar,
Um novo caminho a consciência eleva.
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Autor:
Jairo Cícero (
Offline) - Publicado: 2 de março de 2026 11:55
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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