Me forço ao gosto, mas o paladar recusa.
Me obrigo ao sim, mas o corpo não aceita.
Queria o amor, mas herdei o "não".
Que belo fim, que belo desastre.
É você de novo?
Por que insiste no que já ruiu?
(Oi, sou eu aqui. De novo.)
Talvez sejamos assim: dois no quase.
Nunca meu, sempre meio.
Gosto da dor, ela me dita os versos.
É o conforto mórbido de sentir o vazio por inteiro.
Mas viver de lamento te escava.
Te deixa oco.
Oco.
Tem alguém aí?
Às vezes, o eco me diz que sim.
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Autor:
Fenix (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 2 de março de 2026 00:12
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4

Online)
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