Me forço ao gosto, mas o paladar recusa.
Me obrigo ao sim, mas o corpo não aceita.
Queria o amor, mas herdei o \"não\".
Que belo fim, que belo desastre.
É você de novo?
Por que insiste no que já ruiu?
(Oi, sou eu aqui. De novo.)
Talvez sejamos assim: dois no quase.
Nunca meu, sempre meio.
Gosto da dor, ela me dita os versos.
É o conforto mórbido de sentir o vazio por inteiro.
Mas viver de lamento te escava.
Te deixa oco.
Oco.
Tem alguém aí?
Às vezes, o eco me diz que sim.