Buscava um laço, um íntegro elemento,
Um simples par, um único e puro amor.
Mas este mundo imerso em vil labor
Só me entrega o cansaço e o tormento.
É o peso do metal, do movimento,
Do ouro frio que apaga o meu valor.
Recuso o pranto e abraço o meu torpor,
No vácuo atroz de um falso esquecimento.
Já não pertenço ao chão onde caminham,
Sou feita apenas de uma antiga dor
Que as engrenagens deste século aninham.
A que abismo o meu passo se lançou?
Onde as mãos do destino me definham,
Minha alma, enfim, se aniquilou.
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Autor:
Fenix (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de março de 2026 15:24
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
Comentários1
SERGIO NEVES - ...eita! ...e não é que os Céus mostram convergências inexplicáveis? ...entrei agora por aqui e encontro, de cara, um escrito teu bem fresquinho -o que é o destino! ...o título? ... "Puro Amor" ...,...Isabela Fenix, aquela que é friamente "analitica" por essência, falando sobre purezas do amor...,...será? ...bom, vou ficar sabendo dessa quase que "incoerência" depois que eu ler mais amiúde...,...agora não...,...vou almoçar -o meu estômago está a exigir...mas, volto... /// Carinhos famintos a ti.
Hummmm até! Irei almoçar também. É....o tédio faz coisas. 🙂
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