Quantas vezes me sinto perdido ao sair pela noite,
Em passos silentes e aflitos, numa rua modesta,
Fantasiando te pedir que me abrace forte,
Juntar nossos corpos, tomar tuas mãos,
Deitar no teu colo e dizer bem baixinho:
— Distinta beleza, morro de amor por ti!
Quisera ser teu por séculos infindáveis,
Moça dos anjos que habita minh'alma.
Ah, amada, se soubesses
Que as horas não se ausentam
Quando a saudade, cruelmente,
Disfarça meu sorriso e faz reclame de você.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 1 de março de 2026 09:40
- Categoria: Amor
- Visualizações: 12

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta!
Este poema é um retrato sensível da melancolia romântica, equilibrando
a solidão das ruas com o fervor de um desejo não revelado.
Aqui estão alguns pontos de destaque:
Atmosfera Noturna: O cenário de passos silentes e rua modesta evoca
um isolamento que amplifica a carência do eu lírico.
Vulnerabilidade: Há um contraste bonito entre a idealização da moça dos
anjos e o pedido humano de proteção (deitar no teu colo)
A Temporalidade da Saudade: O desfecho é particularmente forte ao descrever
como a ausência distorce o tempo e obriga o uso de uma máscara de alegria.
Muita luz na sua vida! Meu abraço poético.
Bom dia, poeta! Saúde e paz! É muito especial perceber que o poema conseguiu transmitir essa atmosfera de melancolia e desejo contido, e que os elementos que você destacou — a noite, a vulnerabilidade e a saudade — encontraram eco em sua leitura sensível.
Agradeço profundamente pelo olhar generoso e pela delicadeza de sua análise. Que sua luz também se mantenha sempre viva, iluminando caminhos e versos. Abraços poéticos!
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