Oswaldo Jesus Motta

Quantas vezes...

Quantas vezes me sinto perdido ao sair pela noite,

Em passos silentes e aflitos, numa rua modesta,

Fantasiando te pedir que me abrace forte,

Juntar nossos corpos, tomar tuas mãos,

Deitar no teu colo e dizer bem baixinho:

— Distinta beleza, morro de amor por ti!

Quisera ser teu por séculos infindáveis,

Moça dos anjos que habita minh\'alma.

Ah, amada, se soubesses

Que as horas não se ausentam

Quando a saudade, cruelmente,

Disfarça meu sorriso e faz reclame de você.