SONETO DE MARÇO

Brendon Leão

Março desce em véus de luz indefinida,

Brisa tênue a tocar meu despertar;

No chão descalço escuto a voz da vida

Que pulsa em mim sem nunca se explicar.

 

Sou sombra e sol na mesma despedida,

Incenso azul do tempo a evaporar;

Aniversário é névoa pressentida,

Um sino mudo a lento ressoar.

 

A natureza ora em silêncio puro,

E eu, feito musgo ao colo do momento,

Agradeço o mistério claro e escuro.

 

Ser é flutuar no etéreo do presente,

Leve raiz no úmido do tempo,

Corpo na terra, alma transparente.

 

  • Autor: Brendon Leão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de março de 2026 08:29
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.