Em vinte e dois anos, o peito parou duas vezes,e na segunda, escolhi de novo te amar.
Fui o porto seguro nas tuas escasseies, o homem que o teu brilho fez regenerar.
Mas o mundo é injusto e o amor não é tudo,não quero ser egoísta para te provar valor.
Prefiro o meu luto, honesto e mudo, do que usar outra vida para curar minha dor.
Fui cego ao cuidar de uma flor num vaso alheio, regando com zelo o que outro colheu.
Talvez fosse estranho esse meu anseio,de amar um jardim que nunca foi meu.
Vai, meu girassol, leva o amor, não o rancor, mantém a tua cor e as sementes que tens.
Cuida de quem te cuida com o mesmo fervor,longe dos espinhos que no caule susténs.
Foste a minha flor, o meu maior enredo,hoje és tatuagem que em mim não tem medo.
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Autor:
Adalcisio Rosario (
Offline) - Publicado: 28 de fevereiro de 2026 16:18
- Comentário do autor sobre o poema: Para todos aqueles que um dia, amaram alguém.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 1

Offline)
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