Derrete ao pouco esse mel
Que entre os dedos escorrem
E a cabeça é virada ao céu
Vale onde as estrelas morrem
Estranha-me pobre cruel
Acobertado pelo caro cobre
Contenta-me ao teu pincel
E desenha futuro meu nobre
Haja cobra ao morder
Condenado ao andar
Se esconda ao correr
Perseguindo a matar
Se o terreno te render
Se o inferno te chamar
Tudo pode acontecer
Som de gritos pelo ar
Meu destino se faz teu
Teu cajado é novo lar
Torna amargo doce meu
No meu fim tu estará
Se o amor me prometeu
Só a dor consagrará
Triste história corroeu
O sentido de amar
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Autor:
aiyra st (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de fevereiro de 2026 08:49
- Comentário do autor sobre o poema: injustiça, relacionamento abusivo, traição…
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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