louisest

Desvida

Derrete ao pouco esse mel

Que entre os dedos escorrem

E a cabeça é virada ao céu

Vale onde as estrelas morrem

 

Estranha-me pobre cruel

Acobertado pelo caro cobre

Contenta-me ao teu pincel

E desenha futuro meu nobre

 

Haja cobra ao morder

Condenado ao andar

Se esconda ao correr

Perseguindo a matar

 

Se o terreno te render

Se o inferno te chamar

Tudo pode acontecer

Som de gritos pelo ar

 

Meu destino se faz teu

Teu cajado é novo lar

Torna amargo doce meu

No meu fim tu estará

 

Se o amor me prometeu

Só a dor consagrará

Triste história corroeu

O sentido de amar