O meu interior grita por socorro
enquanto minha face exala alegria.
Carrego no sorriso a leveza ensaiada,
mas é no silêncio que o peso se revela.
Deito-me
e me deleito na solidão que me abraça
e também me assola.
Ela me envolve como colo conhecido,
e ao mesmo tempo me atravessa
como vento frio em casa vazia.
Não vejo motivos para contentamento
e me recolho
à necessidade absurda
de não partilhar o vazio
que me assombra
desde a inocência perdida.
Guardo em mim o que transborda,
como quem protege o mundo
do próprio abismo.
Tenho sede de amar
e amo com verdade e pureza,
mas me entrego à certeza
de que o meu lugar
se encontra na sutileza
de estar só.
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Autor:
Eliete Souza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de fevereiro de 2026 18:12
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 8

Offline)
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