Eu disse que não me importava,
mas me importei.
Não com o passado,
não com sombras antigas,
mas com o espaço que eu achei
que ocupava.
Às vezes o coração inventa disputas
onde só existe silêncio.
E eu transformei silêncio em ameaça.
Eu quis parecer firme,
seguro, inabalável —
como se amar fosse um jogo
onde perde quem demonstra primeiro.
Você falou do que sente
como quem pede licença para existir,
e eu respondi
como quem teme ficar menor.
Mas no fundo
o que eu queria
era simples:
Ser escolha.
Ser prioridade
sem precisar disputar lugar.
Descobri que o medo não grita,
ele acusa.
Não pede colo,
ele se defende.
E eu me defendi
quando deveria ter escutado.
No fim,
não era sobre o que ficou para trás,
era sobre o que eu temia perder.
Talvez amar seja isso:
aprender a baixar a guarda
antes que o orgulho
nos faça lutar
contra quem só queria ficar.
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Autor:
Daniel Victor (
Offline) - Publicado: 27 de fevereiro de 2026 12:15
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários1
Acredito que somos todos aprendiz na arte de amar.
Abraços!
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