A Dor da Cura

Hubert Sá Vieira



Depois de uma noite sem sono

Sentindo tortura no corpo

E um soluçar quase morto

Penso em Deus e respiro

O amanhecer dura quase mil anos

Na madrugada imagino o futuro

Deitado de lado sussurro 

Xingo a vida e me calo

Os pensamentos persistem 

Vejo imagens na mente 

A passar num instante 

Minha mulher ao meu lado 

Sonhando tranquila 

Até certo ponto tenho raiva, inveja

Queria liberar meu espírito 

E viajar no espaço 

Sem peso, sem dor

Atormenta meu corpo 

Frágil aspecto orgânico 

Que se decompõe tão facilmente 

Pela lei da vida

 

  • Autor: Hubert Sá Vieira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de fevereiro de 2026 21:53
  • Comentário do autor sobre o poema: Relatei em forma poética o que passei durante uma madrugada depois de uma recuperação de cirurgia
  • Categoria: Conto
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: 2026.


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