Hubert Sá Vieira

A Dor da Cura

Depois de uma noite sem sono

Sentindo tortura no corpo

E um soluçar quase morto

Penso em Deus e respiro

O amanhecer dura quase mil anos

Na madrugada imagino o futuro

Deitado de lado sussurro 

Xingo a vida e me calo

Os pensamentos persistem 

Vejo imagens na mente 

A passar num instante 

Minha mulher ao meu lado 

Sonhando tranquila 

Até certo ponto tenho raiva, inveja

Queria liberar meu espírito 

E viajar no espaço 

Sem peso, sem dor

Atormenta meu corpo 

Frágil aspecto orgânico 

Que se decompõe tão facilmente 

Pela lei da vida