Ela não tem amigos,
então falava sozinha.
No alto do seu abismo,
eu lhe fiz companhia.
Mas ela, tadinha,
queria tanto sair…
Eu dizia que era perigoso
deixá-la partir.
E, mesmo fraca,
ela tentou pular.
Mas eu a segurei —
precisava drenar.
Fiz da sua mente moradia,
enquanto ela ia esquecendo
que, aos poucos, a sua alegria
ia desaparecendo.
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Autor:
Luiza Castro (
Offline) - Publicado: 26 de fevereiro de 2026 18:22
- Comentário do autor sobre o poema: Neste poema, a depressão é quem fala. Ela assume o papel de falsa companhia e revela como, lentamente, suga a alegria de quem já está só.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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