Ela não tem amigos,
então falava sozinha.
No alto do seu abismo,
eu lhe fiz companhia.
Mas ela, tadinha,
queria tanto sair…
Eu dizia que era perigoso
deixá-la partir.
E, mesmo fraca,
ela tentou pular.
Mas eu a segurei —
precisava drenar.
Fiz da sua mente moradia,
enquanto ela ia esquecendo
que, aos poucos, a sua alegria
ia desaparecendo.