Sempre pensei ser condenada pela vida,
Vendo coisas acontecendo ao meu redor,
Coisas inexplicáveis, ruins,
Mas nunca parei para pensar que nada disso aconteceu comigo.
Vejo horrores, cenas trágicas,
Mas e eu? Apenas observo.
Nada de muito ruim me aconteceu,
Talvez eu tenha sorte...
Sigo meus instintos, e tudo parece perfeito.
Nunca perdi nos jogos,
Nunca falhei nas apostas,
Nunca errei nos julgamentos.
No fim, sempre estou certa.
Mas será que isso é sorte?
Ou talvez uma coincidência...
Ou a tal "incoincidência",
Aquela que acontece por um motivo,
Até justo demais.
Entendo que meus problemas,
Na verdade, não são nada comparados aos de muitos.
Percebo que o que eu chamo de problema
É apenas sorte disfarçada.
Sorte de ter um problema pequeno,
No meio de colapsos e mortes,
Perdas reais, partes de corpos arrancadas.
Isso, sim, é um problema.
Isso, sim, é má sorte.
Se eu tivesse me deparado com o que realmente é problema,
Já teria conhecido a morte.

Offline)
Comentários1
Que reflexão necessária!
Abraços a poeta!
fico feliz que tenha gostado!
abraços!
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