Ao amanhecer,
Minha rotina
Se concretiza.
O fogo que arde
É somado...
Para que a angústia
Não venha
Eternizá-lo.
Ah, dor,
Verdadeira,
Desejada.
A ganância
É o começo
Da sentença.
A fraqueza
Que o amor traz,
Tira a vida
Da semente,
Então
Ser Narcisista
Prevê,
E anestesia
A frente fria.
A tempestade
Chama contente...
A sorte
Se encontra
Ausente.
Todo sorriso
Morre,
Toda lágrima
Traz
Libertação.
A realidade
É controlada
Pelo observador.
Não importa o que há!
Não importa o que fira!
É triste
Esse mar.
Ah, vida:
É um paradoxo.
Vitória hoje,
Derrota
Algum dia.
Mas, se em
Alguma realidade,
A pequena semente
Encontrou a esperança...
Procrastinarei,
Não vou
Alinhar essas cruzilhadas,
No modo
Automático,
Esperarei o repouso...
O recomeço
Esperançoso:
Exige esforço.
Contudo,
Do que adianta
A benevolência?
Só se encontra
Na calamidade
Aqueles que refletem
Na boca da encruzilhada.
Observador
Não se esqueça,
A tua passagem
É você que paga.
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Autor:
Ana julia Fernandes borba (
Offline) - Publicado: 23 de fevereiro de 2026 11:30
- Comentário do autor sobre o poema: \\\"Sou o mestre que dedilha cordas que não possuo; minha gentileza é a isca, meu saber é o anzol. Assumo o defeito de ser um deus oco: só existo através do incêndio que provoco no peito alheio, pois no meu submundo, a única coisa que realmente me pertence é o silêncio do nada.\\\"
- Categoria: Não classificado
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- Usuários favoritos deste poema: Ana julia Fernandes borba, Versos Discretos

Offline)
Comentários1
..."Ah, vida:
É um paradoxo"...
Parabéns um belo texto!
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