Ana julia Fernandes borba

O submundo do Observador gentil

Ao amanhecer,

Minha rotina

Se concretiza.

 

O fogo que arde

É somado...

Para que a angústia

Não venha

Eternizá-lo.

 

Ah, dor,

Verdadeira,

Desejada.

A ganância

É o começo

Da sentença.

 

A fraqueza

Que o amor traz,

Tira a vida 

Da semente,

Então

Ser Narcisista 

Prevê,

E anestesia

A frente fria.

 

A tempestade

Chama contente...

A sorte

Se encontra

Ausente.

 

Todo sorriso

Morre,

Toda lágrima

Traz

Libertação.

 

A realidade

É controlada

Pelo observador.

Não importa o que há!

Não importa o que fira!

É triste

Esse mar.

 

Ah, vida:

É um paradoxo.

Vitória hoje,

Derrota

Algum dia.

 

Mas, se em

Alguma realidade, 

A pequena semente

Encontrou a esperança...

 

Procrastinarei,

Não vou 

Alinhar essas cruzilhadas,

No modo 

Automático,

Esperarei o repouso...

 

 

O recomeço 

Esperançoso:

Exige esforço.

 

Contudo, 

Do que adianta 

A benevolência?

 

Só se encontra 

Na calamidade

Aqueles que refletem 

Na boca da encruzilhada.

 

Observador

Não se esqueça,

A tua passagem 

É você que paga.