Eu não consigo deixar de pensar em você
Desde aquele dia em que meus olhos
Perderam-se nos seus,
Mais que luzentes diamantes.
Um luar, um florir, estrelas a brilharem.
Meu corpo, brasa ardente de desejo,
Quase não se controlou,
Por demais querer beijar-te, abraçar-te.
Mas por que fui me controlar?
Vejo que esse arrependimento
Me tortura mês após mês,
Dia após dia, minuto a minuto.
Cedo não terá fim,
Pois clara é tua imagem
Em minha exausta retina,
A clamar com lágrimas por teu amor.
Curvas perfeitas, beleza cristalina, toque suave...
O que faço para saíres de mim?
És uma sina!
Por ti eu tudo faria,
Roubaria de Saturno os anéis
Se pedisses o mais simples adorno.
Porém, vejo que estou fadado
A conhecer do amor o fel,
Por não poder também ser amado.
É tão imenso esse sentimento
Que dilacera-me segundo a segundo,
Ao ter certeza de que jamais terei
Ao meu lado alguém como você.
Teu nome poderia ser mar,
Estrela ou, quem sabe, linda fada.
Amo-te, mas não posso revelar-te,
Já que apenas uma vida é muito pouco
Para o infinito desse amor.
-
Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 23 de fevereiro de 2026 10:07
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Belo verdejar. Parabéns por teus versos de profunda amorosidade ao ser amado. Meu abraço poético.
Boa tarde, Poetisa! Gratidão pelo carinho. Abraços poéticos!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.