Oswaldo Jesus Motta

Não...

Eu não consigo deixar de pensar em você

Desde aquele dia em que meus olhos

Perderam-se nos seus,

Mais que luzentes diamantes.

Um luar, um florir, estrelas a brilharem.

Meu corpo, brasa ardente de desejo,

Quase não se controlou,

Por demais querer beijar-te, abraçar-te.

Mas por que fui me controlar?

Vejo que esse arrependimento

Me tortura mês após mês,

Dia após dia, minuto a minuto.

Cedo não terá fim,

Pois clara é tua imagem

Em minha exausta retina,

A clamar com lágrimas por teu amor.

Curvas perfeitas, beleza cristalina, toque suave...

O que faço para saíres de mim?

És uma sina!

Por ti eu tudo faria,

Roubaria de Saturno os anéis

Se pedisses o mais simples adorno.

Porém, vejo que estou fadado

A conhecer do amor o fel,

Por não poder também ser amado.

É tão imenso esse sentimento

Que dilacera-me segundo a segundo,

Ao ter certeza de que jamais terei

Ao meu lado alguém como você.

Teu nome poderia ser mar,

Estrela ou, quem sabe, linda fada.

Amo-te, mas não posso revelar-te,

Já que apenas uma vida é muito pouco

Para o infinito desse amor.